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A mostrar mensagens de fevereiro, 2009

Oculto-me

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Estou oculto Ninguém me vê nesta sala cheia de fumo Omito a voz Invisíveis os dedos e os olhos e sonhos nús Transparências onde exibo o que há cá dentro A montra da saudade Com saldos prontos a comprar Ternos ventres abandonados ao relento E poemas, muitos poemas que já não escrevo E ninguém me sente... Sou agora despercebido Cálculo impossível de resultado Sou o fragmento de um limite ultrapassado Ósculos ardentes, volúpia e secretismo Agente disfarçado da ternura Observo o crepúsculo Sentado nos degraus da casa antiga Com cal nos braços Transformo-me numa película leve e esvoaçante Nuvem gelatinosa de confusão Armadilha perene de loucura Sou o diapasão ignorado do som do peito E quedo em vitrais de eloquência Onde a hipótese de eu ser eu agora É tão remota quanto a hipótese de ser ninguém... . E disperso-me.... na sala ambientada com melodias clássicas Castiçais com luz, cortinas vermelhas ao fundo... E um palco em que se eregem discursos recheados Lugar do meu monólogo permanente E ...

À tua frente...

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Acorda Tens à tua frente as galáxias aos biliões Cometas, estrelas, planetas distantes Poeira infinitesimal Um universo no universo Um templo à espera de erguer-se no vazio E quebrar no topo do mundo A aerodinâmica do vento.... Pedro Campos.

Nulas palavras

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Nulas palavras...!!! Mensagem ausente Grito aqui! Sou um comboio a vapor Sem mais linha para correr.... Pedro Campos